CORRIDA 71- Mesa do vassalos


 

Eyeshield 21 e Todos os personagens utilizados na história não pertencem a mim, os créditos vão para seus respectivos autores.

Lembrando que: “diálogo normal”, “pensamentos”, “VOZ INTERIOR HIRUMA”, “INTUIÇÃO HIRUMA”. “escrita”.

Eu quero agradecer a todos que estão seguindo esta história, como sempre eu digo eu escrevo para me divertir e é bom saber que vocês estão se divertindo também.



CORRIDA 71-  Mesa do vassalos

Um homem é um bom vassalo à medida que acredita com sinceridade na importância de seu mestre.Yamamoto Tsunetono


“Lealdade não é sobre conveniência, é sobre compromisso.”Desconhecido


O Baratie era um restaurante jovem, mas já havia se tornado uma potência reconhecida em todo o mundo.Seu estabelecimento principal era um navio que viajava pelos mares, recebendo clientes de todas as nações e servindo pratos capazes de emocionar até os paladares mais exigentes.Embora possuísse diversas filiais espalhadas pelo globo, nenhuma carregava o nome “Baratie”. Ainda assim, todas podiam ser reconhecidas por um único símbolo: um crânio estilizado moldado em dourado suave dos lados do crânio, erguiam-se bigodes longos e curvos,sobre o topo, repousava um pequeno chapéu de palha, inclinado de forma quase despreocupada,e atrás do crânio, cruzadas estavam três espadas. Juntos, esses elementos formavam um jolly roger único, que muitos afirmavam ser uma homenagem às pessoas mais importantes na vida do criador do restaurante. Além disso, todas as filiais compartilhavam três pilares fundamentais: seus chefs eram treinados no navio principal, suas cozinhas serviam pratos de altíssima qualidade, e jamais recusavam alguém que estivesse com fome.

Embora o Baratie tivesse filiais espalhadas por muitos países, o Japão ainda não possuía uma. Por isso, foi uma surpresa quando os moradores da Praia Tsubasa Beach viram um navio diferente de tudo o que já tinham visto. O casco era longo e elegante, esculpido com linhas que misturavam o charme da arquitetura francesa à serenidade da tradição japonesa. Na proa, dois animais ornamentavam o navio: um carneiro sorridente, de olhar bondoso, e um leão gentil, porém imponente — como dois espíritos guardiões que protegiam a embarcação. Acima, grandes velas brancas  tremulavam ao vento, e no topo delas era possível ver cristais solares reluzindo sob o sol. Do interior do navio escapavam sons suaves: um violino tocando uma melodia calma, convidativa, que se misturava ao som sereno das ondas batendo no casco.E, completando a cena, o ar estava impregnado com um aroma delicioso O cheiro se espalhava pela praia, forte o suficiente para fazer qualquer um engolir seco, como se o navio estivesse dando boas-vindas antes mesmo de abrir suas portas.

 Esse navio misterioso e belo ancorou na praia, e aqueles que testemunharam sua chegada ficaram em silêncio, admirados. Iluminado pelo nascer do sol no horizonte, o Baratie parecia um navio saído de um sonho,impossível de ignorar. Do alto do convés uma figura surgiu contra a luz dourada do amanhecer. Por um instante, o brilho do sol atrás dele criava um contorno quase sobrenatural 


No instante em que todos prendiam a respiração, a figura saltou do convés. Seu salto era tão leve que parecia um voo, como se ele estivesse caminhando pelo próprio ar. Quando aterrissou na areia, o fez com elegância quase sobrenatural. E se revelou ser um homem de porte impecável: terno vinho alinhado, cabelos loiros caindo em uma franja calculadamente rebelde, um cigarro preso no canto dos lábios e um brilho nos olhos capaz de fazer até os mais valentes tremerem. Com um olhar decidido, ele gritou SENA-SWAAAN!!!”. A palavra ecoou pela praia, arrancando suspiros, arrepios… 

No mesmo instante, saiu correndo pela praia, levantando poeira como um cavaleiro desesperado. E como se sua corrida fosse um sinal, as portas do navio se abriram. Uma equipe mista de homens e mulheres todos com uniformes brancos e reluzentes  e uma insígnia em seu uniforme descem  em perfeita sincronia,  e com eficiência impressionante montando rapidamente uma área de isolamento ao redor do navio estabelecendo uma distância respeitosa entre o público curioso e o restaurante flutuante.

Quando o homem estranho e elegante voltou, foi imediatamente cercado por uma multidão de repórteres. Ele ignorou completamente as câmeras e os microfones e entrou no restaurante. Os repórteres mais ousados, que tentaram forçar a entrada, foram gentilmente levados ao hospital mais próximo , todos com os cabelos arrepiados e expressões arrependidas ,depois de encostar na cerca. A ansiedade entre os repórteres era quase palpável. Todos queriam a mesma resposta: será que o Baratie finalmente abriria uma filial no Japão? O clima estava tenso, até que um disparo ecoou e uma voz autoritária ressoou “Sai da frente, inúteis!”A multidão virou-se para a origem do som, sentindo o medo escorrer pela espinha. O grupo abriu caminho rapidamente para o jovem que havia gritado.

O jovem que havia falado tinha o cabelo loiro espetado, olhos estreitos com íris verde-azuladas, sobrancelhas grossas e dentes pontiagudos  mais parecidos com presas de animal do que com qualquer outra coisa. Suas orelhas eram longas e levemente pontudas, dando-lhe a aparência de um demônio disfarçado. Ele era alto, de constituição esguia, com dedos finos e longos .Usava um uniforme escolar composto por calças pretas, camisa branca e uma jaqueta turquesa; deveria ser apenas mais um estudante comum… mas os repórteres experientes sabiam que havia algo nele que não era nada comum, essa estranheza não era explícita  era instintiva como se reconhecesse um predador. Todos os repórteres tinham o mesmo pensamento “Havia algo assustador naquela presença”. E quando ele se moveu, ninguém ousou ficar em seu caminho.

Atrás dele vinha um grupo de garotos, todos igualmente uniformizados. Eles caminhavam próximos uns dos outros, conversando baixinho, mas era evidente que protegiam alguém no centro da formação. Avançavam atrás do loiro como um exército que escoltava o tesouro de seu rei. Logo depois deles vinham dois casais. O primeiro era jovem, tímido, caminhando de mãos dadas com hesitação suave, mas com aquele brilho de quem ainda está descobrindo o que sente  a representação perfeita do início, o nascer de um carinho que cresce aos poucos, mas cresce forte.O segundo casal era mais velho, caminhando lado a lado com passos firmes e tranquilos. Não havia timidez ali apenas parceria, cumplicidade e sonhos compartilhados. Um futuro construído a dois, iluminando um ao outro enquanto avançavam juntos, ao todo este grupo de pessoas deixava todos os repórteres curiosos e se perguntando o que está acontecendo?

Quando o jovem loiro chegou ao portão do Baratie, um som metálico ecoou: “Bem-bee-boom! Pessoa não autorizada. Acesso NEGADO!” A veia na testa do garoto saltou, e ele sacou uma arma para o portão  gesto que fez os repórteres estremecerem de medo, mas também se animarem com a chance de conseguir um furo de reportagem: “jovem demônio tenta assaltar o Baratie!” Mas, antes que o rapaz surtasse, do meio do grupo de estudantes surgiu uma menina.Ela tinha o cabelo castanho-escuro, naturalmente espetado e arrepiado para cima e para a esquerda. Seus olhos eram grandes e expressivos, castanhos que pareciam dourados quando o sol do fim da tarde batia neles. Tinha um nariz pequeno e empinado, bochechas de aparência suave e lábios rosados que formavam um sorriso grande e iluminado

.Assim que ela apareceu, os repórteres sentiram algo completamente diferente. Um calor suave. Uma ternura instintiva. Um encanto doce que fazia o coração ficar leve. Ela tinha olhos que brilhavam como estrelas, um sorriso que parecia acolher, e uma delicadeza natural que fazia qualquer um se aproximar sem medo.Por algum motivo, todos os repórteres focaram imediatamente no rosto da menina. Não era uma beleza sensual como as modelos do mundo do entretenimento, nem aquela beleza afiada e dramática das grandes atrizes. Era um rosto simples porém irresistivelmente encantador. O tipo de rosto que impressiona no primeiro olhar, e quanto mais se observa, mais se gosta.

Ela parecia uma flor inofensiva, delicada, suave e impossível de ignorar. Os repórteres a focaram no mesmo instante, como se algo neles fosse puxado para ela. Sem perceber, já estavam sorrindo, querendo agradá-la.E foi assim, completamente encantados, que testemunharam algo impossível. A menina parou ao lado do jovem loiro… e aquela criatura assustadora, quase demoníaca, simplesmente se acalmou e o olhar feroz dele suavizou e a sua postura rígida cedeu.Era como se a presença dela o domasse, ou talvez como se ele fosse o único que realmente entendia o que ela era.Diante desse momento quase sagrado, os repórteres começaram a fotografar freneticamente. Assim que ela chegou, os portões do Baratie se abriram sozinhos como se reconhecessem sua presença. A garota sorriu para o loiro: um sorriso doce demais para pertencer a um mero humano e ele, em resposta, deu um sorriso malandro, guardou a arma e a seguiu com naturalidade. E atrás deles, a comitiva  avançou como um exército que não apenas protegendo seu rei, mas também a única criatura capaz de domá-lo.

Os olhos do repórter brilhavam, este era o momento que ele tanto esperava. Mas, assim que o último membro da comitiva entrou, o portão  se fechou rapidamente, esmagando câmeras e equipamentos. Ninguém além dos autorizados pode entrar e de repente, uma voz robótica ecoa Repórter intrometido detectado. Sistema Super anti-invasão ativado.” No instante seguinte, os gritos do repórter se misturam ao som da sirene da ambulância. Enquanto isso, a comitiva simplesmente ignora o caos e atravessa a entrada para um lugar mágico e fantástico que era o Baratie.

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Assim que os Devil Bats atravessaram as portas do navio, os olhos de todos se arregalaram, pois diante deles revelava-se um salão tão magnífico que parecia ter saído de um sonho. O espaço era amplo, cercado por paredes de vidro que revelavam um imenso aquário.Peixes do mundo inteiro nadavam ali, exibindo cores e formas tão diversas que mais pareciam jóias vivas, reluzindo conforme a luz suave atravessava a água e descia sobre o chão polido.No teto, um lustre francês brilhava com elegância, iluminando mesas finas decoradas com arranjos florais delicados.O ambiente inteiro parecia respirar luxo, fantasia e magia.E no centro desse salão encantador estava um homem loiro, vestido como um príncipe de contos de fadas.

Sanji deu alguns passos à frente, aproximando-se do grupo e então, com graça impecável, estendeu a mão para Sena. A mesma corou e aceitou a mão estendida e Sanji inclinou-se e depositou um beijo cavalheiresco nas costas da mão dela. Ao terminar o comprimento, sorriu com o charme que faria qualquer coração tropeçar e disse “Youkoso… ao Baratie”. Nesse instante, uma banda começou a tocar.  As luzes do salão pareceram ganhar vida, e Sanji, ainda segurando a mão de Sena, começou a guiá-la em meio ao salão enquanto canta:

BONJOUR o-kyaku-sama

Gochuumon wa o-kimari desu ka?

Sore yori mo achira de BOKU to

Nomi masen ka? MADEMOISELLE

Aa umi yo deai no kiseki arigatou

Hanataba wo sasagetai no sa

SUTEKI na sono hitomi

JE T'AIME

BOM DIA, cliente

Já decidiu o que quer pedir?

Ou mais do que isso, você está interessado em ter

Uma bebida comigo ali? Senhorita

Ah, oceana muito obrigado pelo milagre de te encontrar

Quero oferecer um ramo de flores

Pois esse seus olhos são lindos demais

Eu te amo

 

Enquanto Sanji continuava cantando, os muitos chefs do Baratie todos com uniformes brancos impecáveis, chapéus altos e passos perfeitamente sincronizados, começaram a guiar os Devil Bats para as mesas preparadas especialmente para eles.Os garotos eram recebidos como convidados de honra, quase como celebridades inesperadas.Pratos e mais pratos surgiam em uma coreografia perfeita: culinárias de todos os cantos do mundo, cheiros tão maravilhosos que faziam qualquer estômago roncar como se exigisse respeito.

Em uma mesa grande Kurita quase desmaiou quando colocaram diante dele um prato de frutos do mar que parecia brilhar de tão fresco e com as mãos tremendo ele murmurou “I-isso é comida de verdade… parece um sonho…” Musashi ao seu lado riu e  dando um tapinha em seu ombro disse “Respira, Kurita. Vamos comer antes que esfrie. Seria um pecado estragar algo assim.” Os dois brindaram com água e começaram a comer, completamente emocionados enquanto Komusubi, ao lado deles, já chorava de felicidade sem nem ter provado nada.

Na próxima  mesa Satake observava tudo boquiaberto e diz “Cara… olha esse lugar…” e Yamaoka ria, igualmente impressionado e responde “Isso não é normal… é coisa de outro mundo!” já, Omosadake arregalou os olhos para a mesa lotada de opções e diz “EU POSSO COMER ISSO TUDO?! TUDO MESMO?!” enquanto ele pegou três pratos ao mesmo tempo, justificando:“Não posso resistir a esta tentação… afinal, sou apenas humano!”e começou a comer como se não houvesse amanhã.

Em outra  mesa próximo ao bar, Ishimaru se benzia antes de provar qualquer prato, reverente como se estivesse em um templo sagrado,Yukimitsu tentava manter a postura, mas sua mão tremia sobrecarregado pelo sabor e Doburoku, já na terceira rodada de saquê, suspirou e disse “Hah… que lugar perigoso. Faz a gente querer morar aqui…” não muito longe deles próximo ao aquário Cerberus e Butaberos são tratados como reis com pratos próprios e uma pilha já chegando a dez.

Mamori e Agata estavam numa mesa para casal e ela estava animada demais, os olhos brilhando para cada prato que chegava e comenta “Soujirou, olha isso! É tão bonito! Parece comida de revista! Ai meu Deus, tem miniaturas também!” Ela tirava fotos, apontava detalhes, comentava sobre o movimento sincronizado dos chefs. Agata sorriu com carinho tranquilo, ajeitando uma mecha do cabelo dela e responde “É realmente impressionante… O Baratie supera qualquer expectativa e fico feliz que você gostou. Você fica tão linda quando está empolgada.” Mamori corou por meio segundo antes de voltar a apontar pratos e Agata apenas riu baixinho, completamente apaixonado.

Quando uma montanha artística de frutos do mar  foi posta diante do trio de irmão,Toganou ficou maravilhado e ele puxou um caderninho e começou a desenhar sem parar dizendo “Caramba… isso dá referência para um mangá inteiro! Olha essa composição! Essas cores! Preciso desenhar tudo!” Ele nem tocou no prato, concentrado demais. Juumonji parece divertido, já Kuroki o observava com uma mistura de carinho e desespero ele empurrou um prato suavemente para Togano e diz “Ei… come antes que esfrie.” Toganou não ouviu. Continuou desenhando freneticamente.

Então Kuroki suspirou, pegou um garfo e levou um pedaço de comida até a boca de Toganou o mesmo abriu a boca automaticamente, ainda rabiscando e ele diz “Mm! Delicioso! Como posso representar isso no papel?! Tem alguma ideia, Kuroki?!” Kuroki engoliu sua própria comida, pegou a colher e a encheu para alimentar Toganou de novo e diz “Sei lá… só desenha a expressão do pessoal comendo.” com a resposta Togano sorriu  de maneira radiante e diz “Cara, que ideia ótima! Valeu!” e ele comeu direto da colher e voltou a desenhar. Kuroki ficou surpreso, desviou o olhar e voltou a comer, resmungando algo incompreensível.Juumonji, que observava aquilo, pensou: “Vivem me zoando sobre Sena… mas esses dois não são muito melhores. Quando eles perceberem, vou zoar até cansar.”

Enquanto todos começavam a provar a comida, algo roubou completamente a atenção do salão.No centro, iluminados pelas luzes cristalinas Sena e Sanji dançavam de maneira bela e harmoniosa como se tivessem ensaiado uma vida inteira. Sanji conduzia com elegância natural; Sena, leve como uma pluma, seguia cada movimento com graça quase sobrenatural.Mesmo usando o uniforme de Deimon, ela parecia uma princesa sendo guiada por um príncipe e a música continuava, junto com a voz impecável de Sanji:

BARATIE ni youkoso

BARATIE ni youkoso

Kono umi ni uka n da RESUTORAN

JARE KORIE KOOTORETTO♪

POSHE GURIE BUIYABEESU♪

KUSO umai ryouri wo tabete goran

REDI ni wa SAABISU shichau no sa

Bem-vindo a Baratié!

Bem-vindo a Baratié!

Um restaurante flutuante deste mar azul

Jalet Collier Courtlet

Poche grille bouillabaisse

Olhe e experimente todas as comidas deliciosas

e eu faço um pequeno serviço para as senhoras

Monta foi o primeiro a explodir, levantando metade da mesa junto com ele “Sena que legal!Voce está brilhando Encanto Max!!!” já Yukimitsu,parou de comer e esta parecendo um devoto adorador a serviço de seu Deus, Doburoku ergueu o copo, orgulhoso e diz “Hmph… Esta é nossa Garota cheia de talento!”Musashi cruzou os braços e dar  um raro sorriso de orgulho e diz “Heh… não é à toa que aquele diabo vive rosnando pros outros quando o assunto é ela.Bonita assim… até eu fiquei com ciúmes naquele sonho maluco. Mas agora dá pra ver que ela é única que pode acalmar meu amigo louco”.

Mamori estava radiante demais para ficar parada. Segurou a mão de Agata com força e diz “Olha, querido! Minha irmã não é a mais linda desse salão?” e Agata, rindo baixo, responde com a calma e diz  “Como irmão mas velho, vou defender minha posição e dizer que a minha irmã é a melhor no entanto sendo imparcial… a sua irmãzinha tá no top três” Os dois riram de uma piada que só casal que se entende perfeitamente consegue ter. Não muito longe, Taki levantou-se teatralmente e diz “hah minha fã! Eu também sou um príncipe! Venham para os braços do seu…”antes dele terminar  Suzuna acerta a cabeça dele com um leque decorado e diz “NÃO estrague minha fantasia de princesa! Vai comer! E deixa eu tirar foto da minha Modelo!”. Taki a olha com o olhar cheio de amor e diz “Não fique triste, my sister, você sempre será minha rain..” Suzuna imediantamene empurra comida na boca dele e com o rosto todo vermelho diz “Cala a boca, irmão idiota!”.

Juumonji deixou a colher cair ele estava completamente hipnotizado pela dança já Toganou, que estava desenhando um prato de comida, congelou e com brilhos nos olhos falou “Caramba… Sena é minha verdadeira musa! Que tipo de mangá devo fazer agora?!” Kuroki divertido cutucou Juumonji e diz “Que tal o “general que não sabe se declarar”?” Juumonji corou até o pescoço e respondeu “já falei que não é assim!” Kuroki continua a provoca dizendo  “Claro, Kazu-chan… você só quer manter uma amizade terna e inocente” Juumonji olhos pra ele e rosnou “Você vai ver! Tem volta!”  Toganou  animado voltou a falar “Acho que vou fazer um mangá de triângulo amoroso!” Kuroki, distraído pediu “Me desenha como um dos interesses amorosos!” Togano responde “Hm! Certo! Que tipo de parceira você quer?” e Kuroki sem pensar responde “Um que use óculos.” Toganou, anotou imediatamente e Kuroki piscou, estranhando a própria resposta e Juumonji, revoltado com a burrice de seus amigos, decidiu que era melhor voltar a admirar Sena do que lidar com aquilo.

Enquanto Sena dançava com os olhos brilhando seu haki captava cada palavra, cada emoção viva dentro do Baratie.Sanji não estava apenas apresentando um restaurante , ele estava abrindo o próprio coração para ela. E, ao perceber isso, Sena se emocionou profundamente. Um dia… ela queria fazer o mesmo por seus nakamas: criar algo tão bonito que trouxesse alegria a todos ao seu redor o primeiro passo era ganhar o torneio de natal o segundo é cumpre sua promessa  Sena começa a emanar uma aura de alegria e paz quando mas ele pensa na felicidade futuro de seu amigos mais seu coração fica feliz e por consequência a aura de felicidade envolve todos no baratie 

Hiruma também sentia a alegria no ar  mas, ao contrário dos outros, que estavam completamente embriagados de felicidade, ele continuava em pé. Observava tudo com uma expressão tão sombria que até a luz ao redor parecia se afastar dele. E quanto mais via sua gata sorrindo para o cozinheiro loiro pervertido, mais sua irritação crescia. O sorriso dela não era o mesmo que ela dava para ele. Isso fazia com que algo o estivesse o perfurando e com irritação ele mastigou o chiclete com força ate seus dentes rangerem e ele pensou “Heeeeeeh… olha só o loiro esquisito rodopiando a minha gata…” Ele começou a contar mentalmente “Um. Dois. Três…Três toques indevidos Isso já é assédio!” e ele pensa “eu como dono, devo intervir!” Do nada,  ele puxa seu caderno de ameaças e escreve PLANO 1287: ATIRAR NO COZINHEIRO PERVERTIDO SEM ATINGIR A GATA.(NÃO DÁ… A GATA VAI FICAR TRISTE.)” Ele riscou o plano e escreveu outro “PLANO 1288: JOGAR O LOIRO NO MAR PARA OS TUBARÕES. (NÃO DÁ… O DESGRAÇADO SABE NADAR E LUTA COM TUBARÕES.)

A cada riscada, a aura escura ao redor dele aumentava tão forte que um dos cozinheiros, pálido, tentou se aproximar e perguntou “S-senhor… o senhor está bem?” Hiruma, com um sorriso que parecia capaz de matar uma pessoa de susto responde “TÔ ÓTIMO! Só pensando em formas educativas de arrancar os braços de um cozinheiro!” O cozinheiro começou a tremer mas tentando manter o profissionalismo pergunta “Gostaria  que eu o leve para a sua mesa…?” Hiruma rosna “Eu quero escolher o meu  lugar!” O cozinheiro aterrorizado concorda e sinaliza para ninguém se aproximar do rapaz mal humorado.

 Hiruma continua observando a dança e sua mandíbula quase quebrando de tanta força, não querendo ser o único sofrendo com isto ele olhou para os membros do time para rir da cara deles infelizmente ele  viu todos os idiotas com  olhos de adoração descabida para a cena  e ele pensa “Tsc… esses bastardos o dever deles e protegê la e ali estao ele achando que têm chance de algo? No fim, todos esses vermes vão acabar sendo meus escravos só pra agradar a minha gata…” toda esta situação é ridícula e ele estava prestes a perder o limite, é de fato perdeu quando o cozinheiro da sobrancelha  ergueu a gata pela cintura, girou, lançou-a no ar e ela, ao cair, precisou prender as pernas ao redor dele para manter o passo.

Hiruma tremeu inteiro e pensou sacando a pistola pensa “PRONTO! CHEGA DE DANÇA DE DISNEY!!”. Mas, antes que pudesse atirar, algo o fez congelar. Os pais de Sena, a mãe de Sena Mihae observava a cena com brilho emocionado nos olhos, no entanto o pai de Sena Shiyuma não estava maravilhado, nem  emocionado. Shiyuma observava tudo com um humor sombrio, controlado, como alguém que escondia uma tempestade para não preocupar a esposa,Shiyuma era uma cobra astuta que daria um bote fatal em alguém se o atacasse e  isto fez ele guardar a arma devagar. A neblina da raiva se dissipou o suficiente para que ele percebesse o momento em que o casal era discretamente guiado para uma área reservada do salão e então,um sorriso diabólico se formou. Pois naquele instante, um plano começou a nascer na mente dele. Enquanto isso, a voz de Sanji ecoava pelo salão, continuando sua canção:

BONJUURU o-kyaku-sama

hora sukasete iru nara sore de

teki mikata kubetsu sezu MESHI wo

kuwaseru sore ga KOKKU daro

nani mo ka mo KUSO JIJII kara mananda

iwane ga shinu kurai shika

deki ne ongaeshi

「kono mise wa takara da」

Bonjur, cliente

Se você está com fome, então

Seja amigo ou inimigo, nós os alimentaremos sem distinção

Pois é isso que um cozinheiro faz

Eu aprendi tudo o que sei com o velho bastardo

Eu não posso dizer isso, mas mesmo que eu morra

Eu não posso retribuir este favor

"Por isso este restaurante é meu tesouro" 


BARATIE ni youkoso♪

BARATIE ni youkoso♪

kono umi de saikou no RESUTORAN

SERU RONJU POWATORIINU♪

FUME POWARE ESUKABEESHUU♪

KEN sugoi ryouri wa masa ni ROMAN

sakana nara VAN BURAN osusume sa~

Bem-vindo a Baratié!

Bem-vindo a Baratié!

O melhor Restaurante deste oceano  azul

Cell, Longue, Poitrine

Fumé, Poiret, Escabech

A nossa culinária é incrível é verdadeiramente romântica

Se procura peixe, recomendo o Vin Blanc


  Sanji conduziu Sena até a mesa onde o casal Kobawakaya estava sentado.Com um gesto encantador, ele mesmo puxou a cadeira para ela e, com a gentileza de um príncipe, serviu pessoalmente a família  pratos escolhidos como se fossem presentes preciosos. Enquanto ainda cantava, Sanji percebeu Hiruma se aproximando pela lateral.O loiro arqueou uma sobrancelha e, sem perder o ritmo, fez um gesto claro com a mão, e, no mesmo instante, encaixou a letra seguinte em direção a Hiruma:


o~tto yakkai na yakara ga arawareta

koi to shokuji jama suru yatsu wa

ashige ni shite yaru sa

Oooh, um sujeito problemático apareceu

Qualquer um que atrapalhar meu amor ou minha comida,

Eu vou chutar a sua bunda


No clímax da frase, Sanji fez o gesto perfeito de um chute giratório  elegante, teatral, porém claramente um aviso.Hiruma congelou por meio segundo. Depois, com seu sorriso demoníaco habitual, desviou o caminho de propósito e se jogou numa cadeira alguns lugares mais longe, como se fosse tudo parte do seu plano desde o início.Satisfeito, Sanji voltou-se para Sena e para os convidados, finalizando o verso com um floreio.

katadzuke wa owatta ze

                                                            E com isso a limpeza acabou


BARATIE ni youkoso

BARATIE ni youkoso

Kono umi ni uka n da RESUTORAN

JARE KORIE KOOTORETTO♪

POSHE GURIE BUIYABEESU♪

KUSO umai ryouri wo tabete goran

REDI ni wa SAABISU shichau no sa

Bem-vindo a Baratié!

Bem-vindo a Baratié!

Um restaurante flutuante deste Oceano azul

Jalet Collier Courtlet

Poche grille bouillabaisse

Olhe e experimente todas as comidas deliciosas

e eu faço um pequeno serviço para as senhoras


Ele faz um gesto elegante de despedida, e o público explode em aplausos. Sena sorri, Mihae bate palmas animada, e Shiyuma observa Sanji com um olhar desconfiado como se tentasse decifrar aquele loiro teatral. Sanji, sem perder o charme, senta ao lado de Sena e começa a jantar com a família Kobayakawa, misturando-se à mesa como se já fosse parte dela. A refeição segue animada, a banda muda para uma música suave e doce, e Mihae  leva a mão ao peito e diz “Ah, meu Deus… essa é a minha música favorita!!” Sena sorri, tocada pela coincidência e Mihae continua “Lembra Sena, esta é a música que seu pai cantava pra você sempre que você ficava doente” Sena confiante responde  “Eu me lembro o papai não é um bom cantor, mas interpreta essa música tão bem… parecia até mágica”.

Shiyuma tosse, sem graça e diz “Queridas… não é pra tanto.” e Sena rebate rindo “É sim! Eu adoro ouvir o senhor cantar.” Mihae concorda com a cabeça, divertida e diz “Né,querido? Por que você não canta um pouquinho pro pessoal ouvir?” e Shiyuma levanta uma sobrancelha, meio divertido, meio apreensivo e diz
Quem sabe… outra vez.” Sena, cheia de energia, vira-se para a mãe e diz “Então, mãe! Por que você não apresenta a sua dança? Ela é tão linda…” Sanji imediatamente se anima e diz “Mihae-sama, sua dança certamente encantará a todos. Eu mesmo pedirei à banda para acompanhá-la.” Ele se levanta antes mesmo de terminar a frase. 

Mihae arregala os olhos e diz “Mas, querida... faz tanto tempo que eu não faço uma apresentação…” e Sena radiante insiste dizendo “Mas você é a melhor, mãe” e Shiyuma, sem hesitar, completa “Ela tem razão. Você é a melhor”.Encantada pela confiança da família, Mihae respira fundo, sorri de maneira discreta, mas orgulhosa  e se levanta. A banda imediatamente interrompe a música, preparando-se para acompanhá-la. Mihae se posiciona no centro do salão. As luzes diminuem até que o ambiente mergulha na escuridão. No breve instante em que todos prendem a respiração, Hiruma aproveita a sombra: passa silenciosamente por Shiyuma, que está distraído olhando a esposa e fixa no homem uma microescuta quase imperceptível. Em seguida, desaparece no escuro como uma sombra que nunca esteve ali.

Um único holofote acende, iluminando Mihae. Ela abre os braços e começa a dançar e a plateia se encanta no mesmo instante. A fluidez dos movimentos, a graça natural, a emoção que transborda  tudo parece mágico. Sena observa a mãe com os olhos brilhando de orgulho; Shiyuma, apesar da postura rígida, está completamente tomado pela beleza da cena. Enquanto a dança continua, Sanji atravessa o salão silenciosamente e ele se aproxima de Shiyuma e, no escuro, murmura apenas duas palavras “Precisamos conversar.” e Shiyuma sente a mão do cozinheiro tocar seu ombro por um único segundo antes de Sanji desaparecer em direção à saída. O convite está feito.Mas ele não se levanta. Algo em seu peito o impede; um instinto, um aviso, ou talvez apenas o amor por sua familia.

Ele observa Sena admirando a mãe, completamente absorvida pela dança. Essa visão aperta seu coração com uma angústia profunda, uma inquietação que ele tenta esconder até mesmo de si mesmo e a  música chega ao fim. Mihae, radiante, faz um gesto amplo e chama e grita “Sena! Aqui! Dance com a mamãe!!!” Sena solta um risinho tímido, levanta-se e corre até a mãe. Mesmo com o salão ainda escurecido, seus movimentos são cheios de vida, e Shiyuma assiste às duas dançando juntas  seus dois tesouros, tão brilhantes quanto estrelas. Com os olhos firmes e resolutos, Shiyuma finalmente se levanta e se dirige para fora do salão. Lá fora, o som distante da dança e das risadas ainda ecoam, mas cada passo que ele dá os torna mais suaves, como se estivesse atravessando um limiar entre dois mundos. A brisa fria toca seu rosto, trazendo alguma clareza à sua mente.


Mais à frente, encostado na grade do deque, Sanji observa o céu estrelado. A luz da lua ilumina o contorno de seus cabelos loiros, e por um momento ele parece mais espírito do que homem. Shiyuma se aproxima e para ao lado dele.Sem olhar para o cozinheiro, ele encara o céu e pergunta, numa voz firme, porém carregada de preocupação diz “Você pretende machucar a minha filha?” Sanji se se vira, pega um cigarro, coloca nos lábios e responde com calma “Eu não tenho nenhuma intenção de machucar a minha doce e linda Sena-swan…Você pode desconfiar de mim… mas, de todas as pessoas neste mundo, eu sou o que mais entende o que ela está passando.” ao terminar de falar o cigarro em sua boca se acende sozinho. o reflexo laranja ilumina por instantes seus olhos  e Shiyuma entende o que ele quiz dizer.


Sanji traga o cigarro, solta a fumaça em direção ao céu e diz “Agora que sabe que eu nunca faria mal a ela… vamos conversar”. Shiyuma, ainda rígido, diz “Você já sabia que ela era especial?” Sanji responde “Sim” e Shiyuma estreita os olhos e pergunta “Desde quando?” Sanji traga e depois cruza os braços e responde “Eu desconfiei logo de cara. Pensei que ela fosse como eu… mas quando te conheci, percebi que você não é um pai de merda. Então achei que estava projetando minha experiência em cima da Sena. No entanto, assisti aos jogos dela e notei coisas sutis… sinais de alerta. Mas o último jogo colocou o prego final no caixão das minhas dúvidas.”  Ele respira fundo, passa a mão na cabeça e continua “O Haki de Observação de Sena é  extremamente forte, mas ao mesmo tempo está operando de um jeito único… ao ponto de eu suspeitar que ela está usando os seus ensinamentos como base para outra coisa. E é por isso que você precisa me dar permissão.”

Shiyuma, cansado, passa a mão pelo rosto e diz “Você não sabe o que está pedindo.” e Sanji encara Shiyuma com seriedade, segura seus ombros com firmeza e diz com resolução “Eu estou pedindo para treiná-la, não para usá-la. Eu entendo a sua preocupação… mas se ela não aprender a controlar isso, ela vai se machucar  e vai machucar os amigos também…Você, melhor do que ninguém, sabe que isso a destruiria.” Shiyuma retira as mãos dele dos ombros, volta a focar no mar, o som  das ondas preenche o silêncio. Shiyuma fecha os olhos, respira e enfim toma uma decisão. E com uma voz baixa quase um sussurro ele explica “A linhagem Kobayakawa existe há muito, muito tempo…Temos sinais da nossa linhagem espalhados por todas as eras do Japão. É algo tão ancestral que eu poderia passar anos contando… mas alguns eventos tiveram um impacto maior na nossa vida atual.”

Shiyuma continua “O primeiro Kobayakawa cometeu um ato de audácia que foi considerado imperdoável. Por causa disso, todos os seus descendentes receberam uma maldição”. Ele respira fundo e continua “Ao mesmo tempo, ele demonstrou arrependimento verdadeiro e se tornou um homem melhor, para que seu único filho tivesse um futuro diferente. Por isso, a maldição foi… amenizada”. Sanji franze o cenho e pergunta “E qual é a maldição?” Shiyuma responde “Para aprender a diferença entre bravura e temeridade, os membros da família Kobayakawa são amaldiçoados a serem covardes, covardes ao ponto de parecerem patéticos.”  Ele aperta as mãos e continua “Eles permanecem assim até encontrarem o verdadeiro amor”.

Sanji arqueia a sobrancelha e diz “Verdadeiro amor… tipo se apaixonar?” e Shiyuma balança a cabeça e diz “Não… É algo muito mais profundo. É o amor intenso que permite a pessoa viver… Para alguns foi o amor por uma causa. Para outros, um cônjuge… Alguns encontraram no amor-próprio verdadeiro o ponto de virada e outros até nos seus hobbies.” Ele suspira, olhando para o horizonte e continua “E assim, por muito tempo, os Kobayakawa nascem covardes… até encontrarem seu ponto de mudança. Quando isso acontecia, eles se libertavam… Para não ficarmos perdidos  nesta situação, as crianças já nascem com um dom ou talento que as ajuda a encontrar essa saída. Quando o dom se alinha ao amor… elas se tornam extraordinárias” Shiyuma então fixa o olhar em Sanji e diz “É importante que você tenha isso em mente”.

Sanji respira fundo, absorvendo o peso das palavras e diz “Entendi.” Shiyuma continua com a voz baixa e carregada “Quando alguém é diferente… as pessoas tendem a querer aprisionar, possuir, controlar. E Kobayakawa Hideaki era diferente ao ponto de muitos desejarem ter filhos com ele” Shiyuma aperta os punhos e fala “Mas ele era homossexual. E, por causa disso, o destino da linhagem parecia destinado a terminar ali.” Sanji pensa por um instante e com repulsa pergunta “não me diga que o forçaram ele a procriar?”. Shiyuma fecha os olhos, triste. “Sim” Sanji amaldiçoa por um tempo e diz “fala sério! por que? mesmo que ele tenha dons não deveria chegar a isto” e Shiyuma diz “Ao contrário dos outros Kobayakawa, que nasciam covardes e só se tornavam melhores ao se libertarem… Hideaki era ambos ao mesmo tempo: covarde e extraordinário.” Sanji ergue as sobrancelhas descrentes e diz “Sério? Isso é possível?!”.

Shiyuma solta um riso amargo e diz “No caso dele… foi exatamente o que aconteceu…Ele teve o coração destruído pelo amante. Foi traído pelas pessoas em quem confiava. Foi forçado a procriar contra sua vontade”.  Shiyuma engasga um pouco e continua “E, no meio de toda essa desgraça… sua filha nasceu.E, ao contrário das expectativas, Hideaki a amou com tudo o que tinha.” Shiyuma respira fundo antes de continuar “O talento extraordinário dele despertou. Ele conseguiu convencer o último amigo fiel que ainda restava a levar sua filha para longe, em segurança… E então Hideaki matou todos os seus traidores. E fez o mundo inteiro acreditar que a linhagem Kobayakawa tinha acabado em fogo”.

Sanji cruza os braços e diz “Esperto! Assim, nenhum interesseiro tentaria de novo” Ele então franze o cenho e comenta  “Mas você falou filha. Hideaki era Kobayakawa. E, até onde sei, quando as mulheres se casam elas perdem o nome da família…” Sanji o encara diretamente e questiona “Mas vocês ainda são Kobayakawa, mesmo depois disso. Qual foi o problema?”.

Shiyuma respirou fundo antes de continuar “Você tem razão. Kobayakawa Saya era filha de um homem extraordinário, e quando Hideaki cometeu aquele ato de vingança extrema, o nome Kobayakawa se tornou perigoso. Para protegê-la, o amigo da família deu a ela seu próprio sobrenome. Assim nasceu Kudou Saya…Desde pequena, ela era tímida e bondosa e demonstrava o mesmo brilhantismo do pai. Apesar de todo o poder, seu verdadeiro desejo era simples: queria ser mãe. Queria uma família. Queria amar e ser amada. Porém, como seu pai, foi traída pelo homem em quem confiava  e ainda foi proibida de ter filhos com humanos, marcada cruelmente como “bruxa”.

Sanji cerrou os punhos e furioso exclama “Que verme filho da puta ! Como ele pôde fazer uma dama chorar desse jeito? Uma mulher tão linda e forte deveria ser adorada. Espero que ele tenha morrido de forma bem sangrenta.” ,Shiyuma apenas assentiu dizendo “Verdade…Ele poderia ter tido um tesouro, mas escolheu migalhas. Quebrou o coração dela e depois disso, Saya perdeu toda fé nos homens e em romance… mas o desejo de ser mãe permaneceu. E essa decisão mudou para sempre nossa linhagem. Ela escolheu gerar um filho com um yokai…Quando seu ex-amante soube, achou que tinha o “direito” de sequestrar a criança. Saya o decapitou na frente de seus subordinados e eliminou seus  apoiantes. Os sobreviventes deste massacre dizem que ela não apenas se deitou com  um yokai dizem que  ela se tornou um”

Sanji cruzou os braços e resmungou “Bem feito. Homens que não conseguem enxugar as lágrimas de uma mulher não são homens de verdade. Mas… estou confuso. Esse termo yokai, o que significa? Você  fez entender que era algo ruim” Shiyuma respondeu “Não é um termo ruim, mas por muito tempo foi visto de forma negativa. Você viajou bastante, não? Por onde passou, sempre havia lendas de seres diferentes dos humanos, seres poderosos e até mortais.” e Sanji assentiu “Sim. Eu mesmo já fui confundido com um monstro em alguns lugares. Você está dizendo que yokai são seres assim? Nesse caso, o DNA deles deve ser diferente dos humanos… Isso não seria perigoso? Digo, o cara que me gerou manipulou meu DNA e criou uns psicopatas doidos. Só eu sobrevivi porque minha mãe me manteve humano. E isso foi com tecnologia avançada. No passado, sem tecnologia nenhuma, uma gravidez assim não seria perigosa? Minha mãe sofreu muito… então imagino que não seria fácil. Também acho que não é algo comum. Então ela deve ter sofrido muito?”.

Shiyuma suspirou antes de responder “Muitas pessoas de fora realmente achariam isso nocivo. Mas veja bem, Sanji… yokai não são monstros. São humanos apenas com uma constituição diferente. Assim como existem famílias com sangue de guerreiros, nobres, povos antigos… também existem aquelas com sangue yokai. Não é mais assustador do que isso.” Sanji ergueu uma sobrancelha e diz “Então é como… nascer com talento natural? Força, instinto, essas coisas?” Shiyuma sorriu de canto e continua “Exatamente. Aqui no Japão,não são casos raros. Na verdade, boa parte dos jovens japoneses tem ao menos uma porcentagem baixa de sangue yokai correndo nas veias  uns mais, outros menos”. Ele fez um gesto discreto em direção aos jovens que dançavam no salão e ele diz “Sena, por sorte, encontrou um time inteiro com descendentes. Alguns bem mais fortes do que aparentam.”

Sanji sorriu e disse “Deixa eu adivinhar… o elfo do capeta, o macaquinho  e o gordão são os que têm uma concentração alta?” e Shiyuma riu e acrescentou “Isso mesmo. Eles têm porcentagens bem altas. Mas também há o Gen-kun e o Ishimaru-kun, que têm porcentagens boas. Quando ela me contou sobre seus amigos, fiquei aliviado. Ela não seria vista como diferente neste time talvez ela seja vista com mais intensa mas todos parecem não ligar pra isso e eu sou grato” Sanji relaxou os ombros e diz “Fico feliz por Sena-chan… mas como isso afetou a situação da sua família? Por acaso isso piorou a maldição?”.

Shiyuma ajeitou os óculos e respondeu com calma “Piorar… não é a palavra certa. Eu diria que a maldição… evoluiu. Antes, nossos antepassados recebiam pequenos dons  talentos naturais, intuições, habilidades que os ajudavam a suportar o fardo da linhagem. Mas depois que o sangue yokai entrou na família… esses dons deixaram de ser simples talentos. Tornaram-se habilidades sobrenaturais reais, herdadas por cada geração. Cada descendente manifesta algo único, ligado ao nosso lado não humano. Mesmo hoje, num mundo que finge não acreditar em superstição… isso continua acontecendo.”

Sanji deu um meio sorriso torto e diz “Sobrenatural… às vezes é só a ciência ou o destino brincando com a genteMas eu entendo o que você quer dizer. Eu mesmo tenho algumas habilidades que muita gente chamaria de anormais” Shiyuma arqueou uma sobrancelha, discreto, mas claramente curioso e Sanji, sem arrogância, apenas constatando fatos, explicou “Não é só o fogo. Tenho resistência física absurda, reflexos que não fazem sentido, equilíbrio perfeito… e alguns instintos que não são exatamente humanos”  Sanji  respirou fundo e com a voz triste continuou “Minha mãe ficou muito fraca durante o meu parto. Eu nasci de uma gestação quádrupla, e ainda por cima houve modificações no DNA dos fetos antes mesmo do nascimento.

Havia peso no olhar dele, mas Sanji parece ter feito as pazes com o assunto e ele continua: “No meu caso foi um babaca brincando de Deus. No de vocês, é herança ancestral. Mas ainda assim… suponho que você também tenha algum dificuldade de adaptação, certo? Não conheço nenhum descendente com sangue especial que não tenha.” Shiyuma sorriu pequeno, mas o sorriso não chegou aos olhos. Não respondeu. Apenas sustentou o olhar de Sanji por dois segundos longos demais.Sanji inclinou a cabeça, estudando-o por um instante longo demais e diz “É curioso… porque você parece completamente normal.” ele dar um trago lento no cigarro, soltando a fumaça para cima antes de continuar “A sua família inteira parece normal”.

Shiyuma ficou imóvel como uma estátua seus óculos ocultavam completamente seus olhos, mas não o desconforto silencioso que endureceu sua postura e Sanji permaneceu fumando por alguns segundos, como se calculasse as palavras e depois, num tom calmo falou “Sabe… minha rede de informação não costuma errar…Desde que fundei este restaurante, ela cresce… constante e discretamente. E é muito eficiente.” Sanji com um rosto sério dizE mesmo assim, os Kobayakawa sempre viveram como uma família comum. Nada especial. Nada fora do lugar.” Ele soltou a cinza do cigarro, e continuo “Mas analisando tudo o que você me disse hoje… só mostra que vocês aprenderam a fingir muito bem, não é?” 

Shiyuma deu um sorriso afiado e um pouco enigmático e enfim respondeu “Algo assim… a nossa família sempre preferiu viver de modo simples” Shiyuma, ajustando os óculos e continuo “E o que aconteceu com nossos ancestrais nunca foi totalmente esquecido. Então aprendemos a existir sem chamar atenção… Quando você une isso ao nosso estilo de vida discreto… acabamos parecendo pessoas comuns mesmo. Rostos comuns, rotina comum.” Shiyuma então esboçou um sorriso leve e diz “Mas as habilidades… ah, essas são outra história. Por exemplo: meu bisavô era marinheiro. Ele conseguia prever o tempo com uma precisão absurda. A maioria achava que ele só era extremamente observador… e, por isso mesmo, ninguém nunca suspeitou de nada.” Sanji assobiou, impressionado.

Shiyuma como se contasse uma curiosidade diz “Sabe… ele caiu no mar e foi resgatado por uma sereia.”  Sanji engasgou com o próprio cigarro, batendo na garganta como se estivesse prendendo a alma no peito e ele diz “Uma sereia…? aqui no Japão?” Ele piscou várias vezes, incrédulo e diz “Por que eu viajo o mundo inteiro e nunca vejo nenhuma?! E esse cara normalzinho cai na água UMA VEZ e encontra uma?! Que injustiça…” termina ele, completamente indignado. Shiyuma ergueu uma sobrancelha com a calma de quem já esperava exatamente essa reação e responde sem hesitar “Você não merece encontrar uma sereia”.Sanji ficou ofendido em silêncio. Shiyuma retomou, como se o comentário fosse apenas um fato científico “Enfim …eles fugiram para Tomoeda porque, aqui no Japão, a carne de sereia era considerada fonte de juventude eterna. E, para mantê-la segura, eles viveram escondidos lá. Acabaram tendo minha bisavó e levando uma vida tranquila… na medida do possível.”

Sanji se endireitou na cadeira, subitamente empolgado, os olhos brilhando e ele diz. “Outra beleza? Que encanto… A sua linhagem tem muitas mulheres maravilhosas? E qual era o talento dela?” Shiyuma responde “Até hoje na nossa família, só nasceram três mulheres: Saya ,minha bisavó Shura e agora Sena…” Ele ajeitou os óculos e continua  “O dom de Shura era controlar chamas. Embora o amor que guiava o coração dela fosse… educação”. Sanji arregalou um pouco os olhos, claramente interessado. Shiyuma continuou, a voz ficando levemente sombria “Mas… por circunstâncias muito dolorosas, ela se desviou desse amor. Tornou-se um pouco cruel e acabou virando uma ladra… ou mercenária, dependendo de quem conta a história.”

Sanji soltou uma risadinha suave, quase encantada e diz “Uma ladra que roubava corações, imagino.” Shiyuma revirou os olhos bufou e diz “Roubar corações? Ela estava mais para queimar tudo que ficava no caminho dos objetivos dela.” Ele suspirou, e sua expressão suavizou e falou “Apesar de parecer indiferente, criou meu avô sozinha. Com toda a doçura que nunca mostrou ao mundo. Talvez porque ele fosse o xodó dela.” Sanji sorriu de canto e diz “Deixa eu adivinhar o filho dela cresceu e virou um cara normal.” Ele ergueu as mãos, exasperado e continua “Francamente, isso tá virando um padrão. Mas me responde uma coisa que me deixou encucado… Saya era Kudou, mas você é Kobayakawa. Quando foi que o nome voltou?”. Shiyuma com naturalidade comenta: “Quem recuperou o nome foi o meu avô. Como ele foi criado com muito amor pela Bisa Shura , seu dom era gentil,  ele era capaz de fazer as plantas crescerem. Ele amava muito plantas… e as plantas o amavam muito… Amavam tanto que o espírito de uma glicínia decidiu se casar com ele.”

Sanji travou e diz “Espera. Primeiro uma sereia… agora uma árvore.” ele  piscou, confuso e diz “Vocês são sortudos ou esquisitos? Não sei qual opção me irrita menos?” Shiyuma declarou com seriedade “Eu voto por sortudos …Afinal foi um casamento muito feliz, acredite se quiser. E quando meu avô morreu, ela voltou a ser uma árvore… e morreu junto. Meu pai sempre contou essa história com muito orgulho.” Sanji balançou a cabeça, derrotado pela lógica mística e diz “Os homens Kobayakawa são tão normais que chegam a ser sem graça… mas vivem casando com beldades sobrenaturais” ele suspirou dramaticamente e termina dizendo “Sério, isso deveria ser ilegal.” Sanji estalou os dedos como quem acaba de resolver um mistério divino e diz “Peraí… Mihae-sama é algum tipo de deusa? Um espírito? Uma entidade sagrada?”.

Shiyuma o encarou como se Sanji tivesse acabado de dizer a maior heresia da noite e ele diz “Não. Minha Mihae é uma humana perfeitamente normal.” Ele levantou um dedo para enfatizar e continua “O fato da família dela ser descendente de sacerdotes hinduístas não faz dela uma deusa…Apesar de ela ser a deusa do meu coração, claro. Mas isso é privilégio EXCLUSIVO meu. Não seu.” Sanji piscou, meio confuso,mas Shiyuma continuou em frenesi “E antes que você pergunte… sim, ela é linda demais. E sim, eu sei que ela é linda. E sim você deve sempre ficar a uma distância respeitável dela” Sanji ergueu as mãos e disse “Eu só perguntei se ela era uma deusa, homem!” Shiyuma cruzou os braços e diz “Justamente…Quando outros homens começam a achar minha esposa divina, eu fico desconfiado. E defensivo. Muito defensivo”.Sanji ia comenta mas Shiyuma interrompe com um rosto assustador dizendo “E agressivo...” e houve um silêncio pesado depois disto.

Sanji tossiu e diz “Certo…Então qual é o seu dom mesmo? Porque até agora só vejo ciúme sobrenatural.” Shiyuma orgulhoso responde “Meu dom,é que ninguém consegue mentir para mim. Nunca…Sou um advogado com um radar de mentiras embutido.” Sanji arregalou os olhos e comenta “Oh, isso é útil… e perigoso.” Shiyuma estreita os olhos e reforça dizendo “Principalmente perigoso, para qualquer homem que tente tirar minha Mihae ou minha Sena de mim. Inclusive você.” Sanji ficou quieto por alguns segundos e diz “Shiyuma seu bastado  eu  achei que a gente tava se entendendo bem aqui…” Shiyuma o corrigiu dizendo “Nós só estamos conversando porque minha esposa me pediu para ser educado. Fora isso, eu o odeio por padrão.” Sanji levantou as mãos em rendição e diz “Ok, ok… Mas já que todo mundo na sua família tem um dom… qual é o da Sena?”. Instantaneamente, toda a agressividade evaporou e o advogado frio e esposo possessivo deu lugar ao pai preocupado que ele era desde o início da conversa, seu olhar suavizou, carregado de medo, orgulho e algo não dito.

Shiyuma respirou fundo antes de começar “Quando Sena nasceu… foi o segundo dia mais feliz da minha vida.” Ele ergueu o dedo e completou “O primeiro, obviamente, foi quando me casei com minha Mihae”. Sanji soltou um “claro, claro”, um pouco irônico, mas Shiyuma ignorou e continuou “Eu estava nervoso demais durante o parto enquanto aguardava do lado de fora e  Fuji meu irmão ficava listando nomes de deuses para me distrair… Sabe Mihae queria surpresa, então mesmo com o acompanhamento médico decidimos só descobrir o sexo na hora. E então quando deu meia-noite, havia uma linda lua cheia e meu tesouro nasceu. Ela era tão linda… tão pequena…” Ele sorriu, nostálgico e continuou “Da lista do Fuji, eu escolhi “Sena”, por causa da deusa Selene. Parecia perfeito.” Sanji assentiu, atento.

Shiyuma refletiu “Ela nasceu com uma marca de nascença… incomum. Fuji me disse que era igual à da nossa ancestral Saya e da Shura. Fiquei preocupado… Nenhuma das nossas ancestrais teve uma vida fácil. Mas Sena parecia normal. As enfermeiras achavam adorável.Por um momento… eu realmente pensei que ela teria uma vida comum”. Sanji ergueu a sobrancelha e perguntou “Mas você percebeu rápido que não seria bem assim, né?” Shiyuma continua “Sim… Assim que a vi, senti que ela seria especial. Mas achei que fosse só coisa de pai orgulhoso. E ela era um bebê tranquilo… até se emocionar. Aí os olhos dela… ficavam felinos, como os olhos iguais ao filho de Sayaka. Achei que seria só isso. Mas conforme Sena cresceu… coisas difíceis de explicar começaram a acontecer.” Sanji inclinou-se pra frente e indagou “Tipo o quê?”.

Shiyuma fala “Para começar, ela sempre sabia quando alguém tinha más intenções…Achávamos que era só intuição. Criança esperta, sabe?” Sanji apertou os olhos e comenta “Poderia ser percepção espiritual… ou dom divino.” Shiyuma deu de ombros e continua “Talvez.. Mas não era só isso. Os animais adoram ela. Sempre adoraram. E, embora fosse tímida com crianças, passava horas conversando com plantas e bichos… como se entendesse.”

Sanji murmurou, pensativo “Eu percebi que a Sena tem uma inclinação absurda pro Haki de Observação. Tem gente que passa décadas sem ouvir nada… e ela fez isso rápido” Ele coçou o queixo e terminou “aposto que ela já praticava isso desde pequena, mesmo sem saber.” Shiyuma  um pouco orgulhoso comenta “Sena sempre foi uma boa ouvinte…E sempre foi… reconfortante. Desde bebê. Quando eu chegava do trabalho esgotado, com a alma esmagada pelas atrocidades que eu via… era só ela me abraçar e PUF!  o peso sumia. Como se… como se ela purificasse toda a maldade do mundo só de me tocar…Nada no mundo me deixa mais feliz do que voltar pra casa e receber o amor da minha família. Minha esposa perfeita… e minha filha perfeita.”

Sanji ergueu uma sobrancelha e comenta “É. Obviamente você não achou estranho. Afinal, é normal se sentir reconfortado em casa.” Ele deu um sorrisinho irônico e continuou: “E não é tão estranho crianças fofas acalmarem o coração.” Shiyuma apontou para ele, dizendo “Exatamente! Mas não parou aí…” Ele ergueu o dedo como um professor e disse “A voz dela também sempre teve efeitos… digamos… variados. Dependendo da situação. Sabia que, quando ela era bebê, ela parava discussões só de balbuciar?” Sanji congelou,e perguntou “COMO É QUE É?!” Shiyuma suspira e divaga “Pois é. E quando ela falava cantava ou assobiava ou balbuciava … às vezes atraía animais pra dentro de casa.” Ele começou a contar nos dedos “Gatos, cachorros, pássaros… esquilos… borboletasuma vez entrou até uma salamandra-gigante.”  Ele fez uma careta e terminou “Tive que capturar e mandar pro zoológico de Tomoeda. Não foi um momento do qual me orgulho.”

Sanji massageou a têmpora  e disse “Então a sua filha é tipo… uma princesa de contos de fada” Shiyuma tentou segurar o riso e falhou miseravelmente e continua “Algumas vezes, quando ela está muito feliz, as flores simplesmente… desabrocham. Do nada. e fora de epoca” Ele coçou a nuca e complementa “Mihae treinou jardinagem só pra parecer que era tudo normal. Chegou num ponto em que os vizinhos elogiavam ela pelos “dedos verdes”. Sanji assobiou, impressionado e diz “Poético. Lindo. É totalmente assustador se você pensar mais de cinco segundos.” Shiyuma reflete “Pois é…E mesmo assim, tudo parecia positivo. Até ela ir pra escola”. A expressão de Shiyuma escureceu, toda a luz cômica anterior sumindo e ele falou  “Sena sempre foi sensível a lugares ruins… Pessoas ruins… Às vezes chorava sem motivo aparente… Lugares com energia pesada deixavam ela doente… mas nós não fazíamos ideia do quanto a solidão machucaria…”  Ele apertou a mão contra o próprio peito e continuou “O bullying foi brutal. Eu vi minha filha… meu pequeno anjo… começar a definhar diante dos meus olhos.”

Sanji cerrou os punhos com força e diz “Sena é uma garota gentil. Por que ela teria que passar por isso?!” Shiyuma suspirou, pesado e disse “Fiz algumas teorias… mas nenhuma fazia sentido. Nada explicava aquela crueldade.” Ele hesitou por um momento e continuo “Fuji sugeriu que talvez fosse a própria maldição… forçando Sena a ficar frágil desse jeito…Eu pensei sobre isso… e pareceu provável. Ela sempre foi tão delicada.” Sanji respirou fundo, tentando controlar a raiva e perguntou “Então… a corrida foi o primeiro sinal de melhora? É algum tipo de dom?” Shiyuma balançou a cabeça imediatamente e com orgulho afirmou “Isso não é sobrenatural… É trabalho duro.” Shiyuma abriu um sorriso triste e triste “Antes da corrida, Sena era só… tímida. Calada. Medrosa. Sem determinação.Sem amigos. Rejeitada. Zombada por todos os lados.” Sanji ficou visivelmente irritado, os olhos brilhando de frustração e diz “Isso me deixa doente só de ouvir…”

Shiyuma admitiu “Melhorou quando a Mamori-chan apareceu… Mas nunca cessou totalmente. Minha filha adoeceu várias vezes… e, ao mesmo tempo, os animais passaram a amá-la ainda mais.” Ele fez um gesto vago e continuou “As plantas do jardim começaram a crescer muito rápido, mas de forma sutil… como se algo estivesse florescendo em silêncio. Por um período, Sena quase não falava com ninguém além de nós, de Mamori… e das plantas e animais que apareciam do nada em casa.” Sanji franziu o cenho e perguntou “Alguma vez isso escalou para algo físico?”

Shiyuma fechou os olhos por um momento, respirando fundo e disse “Sim. Uma vez foi um adulto… perto da escola…Ele tentou fazer algo imperdoável à minha filha…Os animais atacaram primeiro. Foi violento. Muito violento.” Ele abriu um sorriso sombrio e terminou dizendo “E depois disso, eu garanti que ele nunca se recuperaria totalmente.” Sanji ficou sem palavras, encarando-o com os olhos arregalados e Shiyuma apenas deu de ombros “Claro que isso não resolveu o problema. Então fiz uma aposta com a Sena…Se as notas não caíssem, eu daria um gato.” um sorriso orgulhoso surgiu em seu rosto e  falou “Ela venceu…E assim a Pitty entrou nas nossas vidas e não precisamos mas ter animais aleatórios em casa” Os olhos de Shiyuma suavizaram e retomou “Minha menina voltou a sorrir…Depois ela conheceu o Riku Kun, e a corrida entrou na vida dela. Foi como se algo dentro dela despertasse…O bullying não parou… mas quando ela corre… é como se finalmente estivesse viva.”

Sanji inclinou a cabeça e questiona “E onde o futebol entra nisso tudo?” Shiyuma sorriu de um jeito tão puro e paterno que até Sanji sentiu o peito aquecer e com convicção diz “Eu não tenho dúvida de que o futebol é onde ela encontrou o verdadeiro amor.” Sanji piscou fumou e comentou “Você não acha que “amor” é uma palavra meio forte pra isso? Digo… pra quebrar a maldição, não deveria ser algo mais… sei lá, romântico?”Shiyuma nem piscou e respondeu “Não. Só porque você não sabe o que é amor no sentido completo da palavra, não quer dizer que minha filha não saiba.” e Sanji estreitou os olhos, ofendido diz “Você tá me sacaneando, seu bastardo de óculos?” Shiyuma endireitou a postura, assumindo o tom profissional que usava em tribunal e diz “Já deixei claro: só te tolero por amor à minha filha. É por ela que estou aqui, dividindo tudo isso.” Shiyuma suspirou, cansado e continua “Nem eu, nem Fuji, nem Mihae sabemos como ajudar. A maioria dos Kobayakawa nasce com um único dom, fácil de treinar. Mas a Sena… ela parece ter vários. E ao mesmo tempo, nenhum definido. Fuji diz que ela é uma mistura de muitos yokai, o que torna tudo mais complicado. Eu só quero ajudar minha filha… e não sei como.”

Sanji deixou a irritação escorrer dos ombros, fez um som de puro desagrado e, sem pensar duas vezes, apagou o cigarro na própria palma da mão ,a brasa chiou, mas a pele dele ficou intacta, lisa como aço polido e com uma voz  surpreendentemente calma diz “A sua família tem feito um trabalho esplêndido até agora.” Ele cruzou os braços, firme. e resoluto diz “E por isso… vocês podem contar comigo… É a promessa de um cavalheiro que eu vou ajudar”. Shiyuma o encarou, tenso pergunta “Você… tem alguma ideia? Algo que realmente possa ajudar minha filha? Antes que isso saia do controle?”.

Sanji ainda em sua postura solene comenta “Tenho…Quando eu tava aprendendo a controlar minhas próprias habilidades, recebi treinamento do meu pai. Não o bastardo megalomaníaco ,o que me adotou. Ele me ensinou o prazer de cozinhar e me deu fundamentos… mas, quando me separei dos meus nakamas, conheci Ivankov .” Shiyuma levantou a sobrancelha e pergunta “Ivankov?” Sanji continuou “O filho da puta é muito irritante ,mas ele me mostrou um método pra equilibrar habilidades especiais. Não era o meu caminho, mas… para a Sena?” Ele abriu um sorriso confiante, descruzou os braços e termina dizendo “É perfeito. Como uma luva.”

Shiyuma ficou rígido na hora e com os olhos se estreitaram indaga “…isso não vai transformá-la em um monstro, vai? Nem colocá-la em experiências? Ou usá-la como arma? Porque se alguém tentar eu…” Sanji ergueu a mão a expressão dele mudou: séria, protetora, quase paterna e ele diz “Ela vai continuar sendo a mesma menina veloz que corre atrás dos sonhos com os amigos…A mesma Sena gentil, bondosa… e que adora comer e brincar com animais… Ela vai passar por tudo isso sendo ela mesma e vai viver livre para escolher seu próprio destino talvez ela tenha um neto ou um monte de gatos,mas tudo será escolha dela.”

Shiyuma finalmente soltou o ar, os ombros relaxando e diz “Um monte de gatos… isso seria bom.
Ele olhou para o lado, sem graça e diz “E eu ainda sou muito jovem pra ser avô.” Sanji abre um sorriso cheio de orgulho exagerado e diz “É verdade! Minha linda Sena-swaaan vai correr, vencer vários torneios e…E aí vai se casar com qualquer menino fedorento da equipe dela, suponho….”  Shiyuma comenta “Mihae acha que vai ser com o Monta ou com o “menino cavaleiro” eu já apostei no Hiruma-kun.” Sanji fica indignado instantaneamente e diz “O QUÊ?Por que apostou no elfo?!Ela tem opções melhores! Ela merece um cavalheiro, não um demônio estrategista que parece sobreviver só de cafeína e ameaças e armas!” Shiyuma com humor negro  responde “Ele me vendeu armas a preço de pechicha” Sanji bate a mão na grade do navio  treatralmente e grita “CORRUPTOOO! Vendeu sua própria filha por armas! É o fim da humanidade!” Shiyuma dá de ombros, muito tranquilo e diz “Bom… agora tenho armas  que eu posso usar para atirar nele.Então eu diria que vale a pena.” Os dois ficam em silêncio por um segundo… e então caem na risada, riso verdadeiro, aliviado, daqueles que tiram um peso do peito.

Quando a risada finalmente diminuiu, Shiyuma baixou a voz e diz “Obrigado, Sanji. Ainda não gosto de você… mas eu, Mihae e Fuji estávamos tão preocupados… É bom ter mais alguém com quem conversar sobre isso.” Sanji com olhos em formato de coração diz “Para minha Sena meu anjo salvador… eu moveria o mar.” Shiyuma fez uma careta e diz “Já falei nada de flertar com a minha esposa e  minha filha.” Sanji ignorou solenemente e diz “Enfim! Agora que posso ajudar, vamos logo. Mihae começou a te procurar  e está na hora de você mostrar suas patéticas habilidades de dança.” Shiyuma, imediatamente mais aliviado, ajeitou os óculos com orgulho e diz “Sou ótimo em dançar.” Os dois então retornaram ao salão principal, cada um fingindo que não tinha acabado de dividir segredos perigosos.

Nas sombras da estrutura metálica do navio, Hiruma observava a dupla se afastar. Sua expressão era ilegível, uma mistura perigosa de curiosidade, suspeita… e um incômodo fio de orgulho e ele murmura com um meio sorriso torto “… então o tio advogado apostou em mim, heh? Bom saber.” Por um instante, o rosto dele se tornou completamente indecifrável, como se estivesse calculando uma estratégia secreta peça por peça.Ele retirou o pequeno dispositivo de escuta da orelha, girou-o entre os dedos e, com um estalo seco, desligou-o e com um sorriso afiado ele diz “Eu não confio naquele pedaço de merda….” ele guardou o aparelho no bolso do uniforme e comenta “...Mas tudo bem…” Deu um passo para trás e sua  voz caiu para um sussurro frio e arrepiante e termina “Se ele falhar… eu não vou.” e com olhos brilhando de maneira perigosa e possessiva e termina “Afinal… ninguém machuca o que é meu.”E então ele sumiu por completo entre as sombras, rindo baixinho no escuro.

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A lua minguante lançava um brilho fraco sobre um deserto infinito, a areia se movia como fumaça viva, conduzida por ventos que não pertenciam à Terra.No centro daquele vazio erguia-se uma torre de ônix,tão lisa, escura, brilhando por dentro, como se engolisse a própria luz. No topo, uma figura observava o horizonte.Havia um sorriso fino, afiado demais e sua face esta criatura parecia lembrar alguém,mas algo naquele semblante estava errado. Deveria parecer humano,mas não era, talvez fosse o reflexo de algo ou o eco de alguém .

A criatura ergueu o rosto para a lua, deixando a luminosidade pálida delinear o sorriso predatório e comentou “Está quase na hora…” ele virou-se e caminhou em silêncio até um trono vermelho. Sentou-se com a postura de um rei que aguardava uma guerra muito importante e murmurou “Falta só o último ajuste…” e ele tamborilando os dedos no braço do trono e continuo “Depois disso, tudo estará decidido.” os seus olhos brilharam num tom verde aterrorizante e finaliza “No fim das contas… só o melhor sobreviverá…Ele… ou eu.” e então ele gargalhou  de maneira   longa, aguda e cheia de malícia e de uma confiança que soava inumana. A torre tremeu levemente, como se respondesse àquele som e sob a lua minguante, a figura reclinou-se no trono vermelho, sorrindo como alguém que já previa o próprio triunfo.

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Referências

Oi, pessoal! Consegui terminar mais um capítulo e como esse capítulo tem muitas referências, achei justo vir aqui comentar de onde surgiram algumas ideias, até porque não são plágios, e sim inspirações que eu gosto de assumir abertamente.Então vamos lá 😊

Primeiro, o termo “vassalos”:Pode soar depreciativo à primeira vista, mas não é. No sentido original, vassalos são pessoas que escolheram servir alguém, não por obrigação, mas por afinidade e lealdade. Eles não são escravos, pelo contrário, podem ir embora quando quiserem. Mas, quando todos abandonam o líder, eles ficam. Isso tem tudo a ver com a dinâmica da Deimon. E como o cenário dessa parte é um restaurante, a ideia de uma mesa onde todo mundo conversa veio naturalmente daí nasceu o título.

O Baratie é, claro, uma referência direta a One Piece.Mas neste universo, Sanji se tornou o dono do restaurante. E, sendo o fundador, ele espalhou ali várias lembranças das suas influências e da própria vida.O Jolly Roger, por exemplo: como símbolo pirata, faz sentido que Sanji só “servisse” Luffy. Então o Jolly Roger atual funciona quase como um memorial da vida pirata dele — Zeff como pai, Luffy representado pelo chapéu, e as espadas são de Zoro.E como a marca registrada do Sanji sempre foi alimentar quem tem fome, fiz questão de transformar isso numa doutrina das filiais do Baratie.

A praia de Tsubasa Beach existe mesmo e fica no Japão. Quando eu estava imaginando essa parte, estava literalmente olhando o Google Maps e pensei: “isso cabe perfeitamente aqui”.

O carneiro e o leão são homenagens ao Merry e ao Sunny, os navios dos Chapéus de Palha.

Depois do time skip, Sanji aprende o Sky Walk (a caminhada no céu). Essa habilidade vai ser muito importante para Sena e Monta, então achei importante já plantar essa semente aqui.O terno vinho de Sanji vem do arco de Wano e a roupa de  príncipe vem direto de Whole Cake Island.

O novo Baratie, obviamente, só poderia ter sido construído pelo Franky ja que é o único com capacidade e conhecimento tecnológico pra criar algo deste  nível.O aquário do navio também vem de One Piece. É uma das coisas que eu mais amo no Sunny. No canon, foi feito pelo Franky a pedido do Sanji para alimentar o Luffy, mas aqui eu também vejo como uma forma de preservar os peixes do All Blue e compartilhar isso simbolicamente com o Zeff. A música “Baratie ni Youkoso” é uma canção do próprio Sanji, então não tinha como ficar de fora.

O foco dos repórteres na aparência demoníaca do Hiruma é proposital. No anime e no mangá, ele se faz de demônio para esconder sua fragilidade física. Aqui, essa fragilidade é quase uma forma de proteção para as pessoas dessa dimensão,por isso elas sentem medo instintivamente. É como um alerta de perigo.Eu amo a aparência física do Sena, tanto no mangá quanto no anime. Ele representa um rosto japonês comum, mas é lindo sendo fofo, sério, ou determinado e a dublagem só melhora isso.Nesse trecho, eu quis mostrar que existe algo estranho tanto no Hiruma quanto no Sena. Eles são diferentes física e emocionalmente, mas se equilibram perfeitamente. É uma ideia meio yin e yang, bem superficial mesmo, porque meu conhecimento disso também é superficial .

Sobre Mamori e Agata: Eu nunca fui fã do casal Mamori × Hiruma. Mas eu gosto muito da Mamori como personagem e acho que ela merece ser feliz, amada, sem viver se reprimindo. No relacionamento dela com o Hiruma, eu sempre senti muita repressão e conflito constante  e isso não é a minha ideia de relacionamento saudável. Então criei uma dinâmica onde ela pode ser amada de forma aberta, porque ela merece.

Pra quem esqueceu:No mangá e no anime, Sena promete ao Hiruma que vai jogar contra ele. No final do anime, existe uma cena em que eles se reencontram adultos e jogam um contra o outro.Neste universo, isso não aconteceu  foi interrompido com a morte de Sena. Então, tecnicamente,  Sena tem duas promessas: o torneio de Natal e essa promessa de jogar contra o Hiruma.

Já o Hiruma não entende muito bem o que sente pelo Sena. Ele é um personagem complexo, então pensamentos e sentimentos também são confusos.Ele já reconhece que o Sena é “dele”, quer vê-la feliz e quer ficar ao lado dela,mas isso ainda não é claramente romântico para ele. É parecido com o que ele sente por Musashi e Kurita. O afastamento do Musashi, tanto no mangá quanto no anime, foi doloroso pra ele ao ponto de ele não querer repetir isso.

A maldição Kobayakawa foi inspirada no Sena do início e do final da obra. No fim, foi a paixão pelo jogo que libertou o Sena, então usei isso como base para a maldição  e também para justificar o Shiyuma ser tímido, mas visto pelo Sena como um pai extremamente competente. Meu cérebro simplesmente conectou tudo isso 

Kobayakawa Hideaki é uma figura histórica real do Japão, participante da Batalha de Sekigahara. Depois da batalha, recebeu grandes territórios, mas morreu poucos anos depois, supostamente insano e sem herdeiros, o que levou à dissolução do clã Kobayakawa.Como esse nome já referência da obra original, eu resolvi reutilizar, mas em um contexto diferente mantendo a ideia de “insanidade” e ausência de herdeiros.

Saya Kisaragi é a referência para a ancestral Saya. No início de Blood-C, ela é doce e gentil; no final, vira um massacre ambulante. Curiosamente, essa história também dialoga com Yu Yu Hakusho, especificamente com a mulher que gerou a linhagem Urameshi. Eu basicamente juntei tudo isso num liquidificador narrativo.

Shura Kirigakure é uma mistura de Blue Exorcist com X/1999. O nome vem de um Blue Exorcist, o poder vem da Karen de X. Eu quase  mantive o nome Karen, mas como tanto o pai quanto o Sena têm nomes com “S”, Shura pareceu perfeita e definitivamente alguém com quem ninguém mexeria.

A história da árvore de glicínia vem do mangá Wish, da CLAMP, onde o pai do Shuichiro Kudou teve um relacionamento com um espírito de árvore e adotaram Shuichiro. Nesta dimensão, eles são pai e filho biológicos, Shuichiro  ainda mantém a mesma  profissão do mangá.

O dom do Shiyuma é o mesmo do Naomasa Tsukauchi, de My Hero Academia.

Selene (ou Selena) é a deusa grega da Lua, filha de Hipérion e Téa, irmã de Hélio e Eos. Achei o nome perfeito para carregar simbolismo.

Uma das coisas que eu mais amo no Sena é a dedicação ao treino e ao esporte. No anime, dá pra ver claramente o quanto ele ama o futebol. Por isso, nesta história, a corrida é tratada como algo totalmente humano, uma habilidade construída com esforço, disciplina e tempo. É a parte mais “humana” que o Sena preservou nesta dimensão.

Emporio Ivankov é a Rainha do Reino Kamabakka, membro fundador do Exército Revolucionário e mentor do Sanji quando ele se separa da tripulação A influência dele aqui é intencional pois Sanji nunca usou tudo que aprendeu com ele  pelo menos não ate onde eu vi em one piece.

O último cenário é uma mistura de Las Noches (Bleach) com a Torre Negra de The World Is Still Online.

E é isso, gente, muito obrigada por acompanharem  e até a próxima!


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