Certa feita, um homem
procura um sábio e diz: – Mestre, preciso lhe contar o que me disseram a
respeito de uma pessoa... Antes mesmo de começar a contar, o mestre, em
sua infinita sabedoria, indaga o homem: – Calma. O que tens para me contar já
passou pelas “Três Peneiras da Sabedoria”? – De que peneiras estás falando,
senhor?
– Escute-me com atenção: tudo quanto te disserem de outrem, passe antes
pelas três peneiras da sabedoria, sendo a primeira a da VERDADE. Então eu te
pergunto: – Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito o homem respondeu: – Bom, não
tenho certeza, mas foi o que me contaram... O mestre continua: – Então, se não
tens certeza, suas palavras já vazaram pelos furos da primeira peneira e
repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto: – O que tens
a me contar, gostaria que os outros dissessem a teu respeito?
– De jeito nenhum, mestre! Claro que não! –
Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas
na terceira e última, que é a da NECESSIDADE; e te faço a seguinte pergunta: –
Achas mesmo necessário contar-me e passar adiante essa estória? Resolverá
alguma coisa? Ajudará alguém? Vai melhorar algo? – Realmente, mestre, pensando
com a luz da razão, não há necessidade...
Passando pelo crivo das três peneiras,
compreendi que nada me resta do que iria me contar - E o sábio, sorrindo,
conclui – Se o que tens a me dizer não é verdadeiro, não é bom ou
necessário a ninguém, é melhor guardar apenas para ti.” – Agora eu entendo,
sábio mestre. Somente as boas palavras terão caminho em minha boca. – Se
praticares esses princípios, serás tu também um sábio. E lembre-se: “Pessoas
sábias falam sobre ideias; Pessoas comuns falam sobre coisas; Já os medíocres
falam sobre pessoas.”
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